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Ex-superintendente Chico do Planalto mata mulher e comete suicídio

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Chico assumiu a Superintendência da Defesa Civil em janeiro de 2009. (Foto: Internet)
IMPERATRIZ - O ex-superintendente municipal da Defesa Civil, Francisco das Chagas Silva, conhecido como Chico Planalto, morreu no fim da tarde desta sexta-feira (3), no Parque Anhanguera, em Imperatriz. Segundo informações da polícia, Chico Planalto matou a mulher com quem teria um caso amoroso, em seguida, cometeu suicídio. A mulher assassinada foi identificada como Maria Jeane Pereira Rodrigues, 40 anos.

Chico Planalto era uma personalidade bastante conhecida na cidade. (Foto: Internet)
Chico do Planalto, era uma personalidade bastante conhecida na cidade. Ele assumiu a Superintendência da Defesa Civil de Imperatriz em janeiro de 2009, permanecendo durante os dois mandatos do então prefeito Sebastião Madeira. Após as últimas eleições municipais, Chico Planalto foi convidado pelo prefeito Assis para permanecer no cargo, e assim o fez.

Após protagonizar várias polêmicas, principalmente nos meses após o início da gestão do prefeito Assis, o superintendente da Defesa Civil, Chico do Planalto, foi exonerado do cargo. A exoneração foi anunciada em setembro, num vídeo divulgado nas redes sociais pelo vereador Paulinho Lobão.

A saída do cargo foi em meio a várias reclamações, sobretudo, por parte da população e pela classe política, além de polêmicas com a imprensa. Uma delas teria sido a apreensão e sumiço de uma carroça que havia se envolvido num acidente com o secretário, na época com muita repercussão negativa. 

Mais recentemente, Chico protagonizou uma polêmica envolvendo os vendedores ambulantes. Teria feito uma doação de frutas apreendidas e foi questionado pelos jornalistas. Ele inclusive teria ameaçado de morte um dos profissionais de imprensa.

Os corpos foram removidos para o Instituto Médico Legal (IML) por volta das 19h. A polícia está investigando o caso.

Algumas fotos do crime circulam pela internet. (Foto: divulgação)
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UFMA de Imperatriz abre seletivo para profissionais graduados

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Em Imperatriz, há vagas para graduados em Direito e Engenharia de Alimentos. (Foto: Diego Sousa)
IMPERATRIZ - Mais um processo seletivo simplificado está aberto na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Dessa vez, são oferecidas vagas para admissão de Professores Substitutos, nas áreas de Letras/Língua e Literaturas da Língua Espanhola, Engenharia Mecânica/Projetos Mecânicos, Engenharia Civil, Geografia, Ciência e Tecnologia de Alimentos, e Direito Público e Privado.

Os docentes aprovados serão remunerados com salários que variam entre R$ 3.552,05 e R$ 5.742,11, para cumprimento de cargas horárias de 40 horas por semana.

As inscrições ficam abertas até o dia 08 de novembro de 2017, por meio da apresentação da documentação exigido na Subunidade Acadêmica responsável pela vaga de interesse. O custo de participação será de R$ 50. Os inscritos serão selecionados por meio das etapas de prova didática e prova de títulos.

Em Imperatriz, são ofertadas vagas para graduados em Direito e Engenharia de Alimentos, que possuem pós-graduação em qualquer área. Também são ofertadas vagas nos campi de Balsas, Grajaú e no Bacanga, em São Luís. Outras informações podem ser obtidas no edital de abertura, disponível aqui.

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Inscrições para seletivo do IFMA Imperatriz encerram hoje

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São 40 vagas a maiores de 18 anos que possuem ensino fundamental compleot. (Foto: Internet)
IMPERATRIZ - Encerra nesta sexta-feira (3) o prazo para inscrição no processo seletivo do curso de
Educação Profissional Técnica de Nível Médio na Forma Integrada ao Ensino Médio na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Campus Imperatriz.

O aluno do PROEJA concluirá simultaneamente uma habilitação profissional técnica no curso de Administração e o Ensino Médio. As inscrições serão gratuitas e devem realizadas presencialmente no setor de Serviço Social, do Campus Imperatriz, com preenchimento de questionário socioeconômico e ficha de inscrição, até às 21h do dia 3 de novembro de 2017.

A seleção será feita através de análise do perfil socioeconômico e entrevista. Ao todo, são ofertadas 40 vagas destinadas a jovens e adultos maiores de 18 anos que concluíram o ensino fundamental.

Documentação para inscrição
Original e cópia da Carteira de Identidade (RG), ou Carteira Profissional, ou Carteira Nacional de Habilitação ou qualquer outro documento oficial com foto; original e cópia do CPF; original e cópia do Certificado de Conclusão do Ensino Fundamental, ou declaração original (com data a partir de outubro/2017) de que está cursando a última série/ano do Ensino Fundamental no ano letivo de 2017; original e cópia da última conta de energia elétrica de sua residência, recebida no 2ª semestre de 2017 e declaração emitida pela Companhia Energética do Maranhão (CEMAR), caso a residência do candidato não consuma energia elétrica.

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Aprovado projeto que altera acesso a cargos do Tribunal de Justiça do MA

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O projeto de Lei está publicado no Diário da Assembleia Legislativa. (Foto: Assessoria)
SÃO LUÍS - O Plenário aprovou, na sessão desta terça-feira (31), o Projeto de Lei nº 280/2017, que altera a redação do art. 1º da Lei nº 8.710, de 16 de novembro de 2003, que alterou a Lei nº 8032, de 10 de dezembro de 2003, para acrescentar ao art. 10 os parágrafos 1º, 2º e 3º.

Através da Mensagem nº 16/2017, encaminhada à Assembleia Legislativa, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Cleones Carvalho Cunha, afirma que justifica-se este Projeto com fulcro no art. 37, I e V da Carta Cidadã que amplia a acessibilidade aos cargos, funções e empregos públicos, estabelecendo que as funções de confianças devem ser exercidas, exclusivamente, por servidores ocupantes de cargos efetivos e os comissionados (direção, chefia e assessoramento), nos casos e condições e percentuais mínimos previstos em lei.

“Assim, em homenagem ao princípio da moralidade administrativa, e visando o reconhecimento e a valorização dos servidores de carreira do Poder Judiciário, submeto à apreciação do presente projeto de Lei, para o qual solicito precioso apoio à aprovação”, afirma o desembargador Cleones Cunha.

Ele acrescenta na Mensagem que a proposta apresentada foi devidamente submetida e aprovada pelo Pleno do Tribunal de Justiça, em sua sessão do dia 2 de agosto do corrente, deliberando, também, sob o envio da pertinente mensagem à Assembleia Legislativa.

“Cabe acentuar que a aprovação do projeto em apreço não causará aumento de despesas com pessoal (GND1) por parte do Poder Judiciário, tendo em vista que a ocupação do cargo em comissão, por servidor efetivo, é mais econômico ao Poder Judiciário”, declara o presidente do TJMA.

O Projeto de Lei nº 280/2017 e a Mensagem nº 16/2017 estão publicados no Diário da Assembleia Legislativa, edição de 24 de outubro de 2017.

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Professor que abusou de aluna de 13 anos é condenado a 24 anos de prisão

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Alfaia era professor de Sociologia e trabalhou em escolas particulares. (Foto: Correio Carajás)
MARABÁ - Pouco mais de sete meses após a prisão do professor Thiago Sajes de Alfaia, a juíza Renata Guerreiro Milhomem de Souza, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Marabá, cravou uma sentença que o condena em mais de 24 anos de prisão por estupro de vulnerável cometido contra uma aluna dele, de apenas 13 anos, em Marabá. A decisão, da qual o professor ainda pode recorrer, foi publicada ontem, quinta-feira (26), no Diário da Justiça do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Ele segue recolhido em um presídio da Região Metropolitana de Belém, após ter sido transferido do Centro de Triagem Masculino de Marabá (CTMM).

A longa sentença – que ocupa 18 páginas no Diário Oficial e soma quase 90 mil caracteres – apresenta detalhes do envolvimento do professor com a adolescente, colhidos durante a instrução do processo, que corre em sigilo judicial. A denúncia foi ofertada pela 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Marabá após investigação da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e Adolescente (Deaca), presidida pela delegada Ana Paula Fernandes.

Formado em Ciências Sociais, Alfaia era professor de Sociologia e trabalhou em várias escolas particulares de Marabá, a maioria no núcleo Cidade Nova.

Conforme a denúncia, entre os meses de junho e outubro do ano passado, ele praticou “conjunção carnal e outros atos libidinosos com a vítima”. As relações sexuais, conforme a investigação, aconteceram dentro do carro e na residência dele. De acordo com o relato, após a esposa de Alfaia e os pais da adolescente descobrirem a existência de um suposto relacionamento amoroso entre eles, a vítima prestou depoimento e descreveu à delegada de que forma a relação se estabeleceu, afirmando que praticou relações sexuais e outros atos libidinosos diversas vezes com o professor.

A acusação destacou que os fatos foram constatados por amigas e familiares da vítima em decorrência da mudança repentina de comportamento dela e da proximidade com o professor, motivo que levou a Polícia Civil a representar pela prisão preventiva do acusado e pela busca e apreensão de bens, como computadores e aparelhos celulares. Além do depoimento da menor, que contou detalhes do relacionamento, amigas dela - que também eram alunas dele - informaram terem conhecimento de que eles mantinham relações sexuais e que “namoravam”.

Acrescentaram que a vítima estava apaixonada por ele e que tinha medo que outras pessoas descobrissem, mas ambos não disfarçavam o relacionamento. Chegaram a afirmar que Alfaia interrompia as aulas para dizer o quanto a menor estava linda, passava na sala de aula dela só para dar um beijo na sua testa, lhe dava mais atenção que o normal e, nos dias de aula dele, quando ela se arrumava mais para ir à escola, ele até dizia que ela o estava desconcentrando.

Elas confirmaram acusações graves narradas pela menina de 13 anos e uma informou ter visto mensagens de texto trocadas entre o acusado e a vítima, nas quais ele a chamava de “amor” e ambos afirmavam estarem com saudades um do outro.

A magistrada, na decisão, afirmou estar plenamente comprovada a prática do crime de estupro de vulnerável e a continuidade delitiva, que soma mais um crime, uma vez que o ato aconteceu reiteradas vezes contra a mesma vítima, nas mesmas circunstâncias de tempo, lugar e maneira de execução. A juíza levou em consideração, ainda, ele ter se aproveitado da situação de professor para ter momentos de proximidade com a adolescente.

Adolescente relatou detalhes sobre o caso
Em depoimento, a vítima contou detalhes do relacionamento vivido com Alfaia. Ela afirma que ele aproveitou de um momento de fragilidade familiar para se aproximar dela e informou que manteve relações com ele por aproximadamente oito meses. Detalhou, inclusive, que os atos aconteciam sem utilização de preservativo e que o professor chegou a fornecer pílulas do dia seguinte para evitar gravidez, o que a fez se sentir mal em algumas ocasiões.

A menor informou que ele foi a primeira pessoa com quem manteve relações sexuais e que o professor deixou de usar preservativo na primeira relação, mantida dentro do carro dele e em local afastado da cidade. Após isso, eles passaram a se encontrar semanalmente, afirmou a vítima, na residência de Alfaia.

Ainda em depoimento, a menina revelou que após o caso vir à tona, concluiu que ele havia aproveitado de um momento em que ela estava vulnerável para cometer abusos sexuais. Informou ter enviado fotografias nas quais posava nua para o réu e que recebeu imagens dele na mesma situação. Afirma ter recebido presentes dele, dentre os quais um anel.

Antes de se relacionarem afetivamente, declarou, os dois eram amigos e passaram a ter maior intimidade quando ela relatou problemas familiares e ele ofereceu apoio. O relacionamento, afirma, teve início em ocasião de um desentendimento que o professor contou para ela ter tido com a esposa dele.

Afirmou que ele a beijou em uma ocasião antes de manterem relação sexual e que ele enviava mensagens nas quais "jogava algumas indiretas", cerca de uma ou duas semanas antes da relação. Declinou, oficialmente, que o relacionamento entre eles foi descoberto quando já estava quase completando oito meses e que eles mantinham relações sexuais de uma a duas vezes por semana durante esse período.

Declarou que acreditava que o acusado estava gostando dela como namorada e que eles tinham uma relação de apoio mútuo, afirmando que ambos não comentavam muito sobre o fato de ele ser casado. Asseverou que o acusado a chamava de "Europa", que na mitologia grega era uma ninfa concubina de Zeus, sendo que ele, às vezes, conforme a vítima, se intitulava como "Zeus".

Por fim, informou que a esposa dele descobriu sobre o relacionamento entre eles e mandou mensagem ameaçando contar o fato para os pais da vítima, além de divulgar as fotos nuas dela. Após o episódio, diz, ainda entrou em contato com o professor por mensagem, contando o ocorrido, e se desesperou, tendo a mãe dela percebido, motivo pelo qual acabou contando para a genitora todo o caso.

Mensagens entre acusado e vítima apontam envolvimento
Ao processo, foram anexados documentos que contêm mensagens enviadas pelo acusado à vítima. Embora o conteúdo do celular de Alfaia tenha sido apagado, adolescente apresentou screenshot do celular dela. Em determinado diálogo, apresenta a decisão judicial, ele diz "não haveria tu, se ela desse mais valor a mim"..."não era para teres dito que tu tinhas terminado nada comigo... Para (...), já não tô bem, queres me deixar pior?"..."Ela pegou meu celular e descobriu a p* da senha como sempre. Ela ameaça, mas não é doida de te fazer nada, eu jamais deixaria...Pode ficar tranquila".

Para a Justiça, a mensagem confirma a informação prestada pela vítima em audiência quando declarou que manteve contato com o réu através de mensagem logo após a esposa dele descobrir o relacionamento. Outra prova, para a magistrada, foi o fato de Alfaia ter declarado em interrogatório que estava trabalhando na data que a menor aponta como sendo a que ocorreu a primeira relação entre eles. Acontece que as folhas de ponto das duas escolas em que ele lecionava não evidenciam registro de frequência dele naquele dia. Por fim, o laudo sexológico atestou a prática de conjunção carnal.

Acusado se aproximou da família e frequentou a casa da menina
O caso veio à tona quando a vítima contou sobre o relacionamento à mãe, que vive em Redenção. Lá, a genitora procurou a Delegacia de Polícia Civil, que transferiu o caso para a Deaca, de Marabá. Durante as investigações, presididas pela delegada Ana Paula Fernandes, descobriu-se que Thiago Alfaia chegou a frequentar a casa da adolescente.

O irmão da vítima informou ter tomado conhecimento da relação entre ela e o professor apenas quando a companheira dela ameaçou a menor. Informou que antes disso Alfaia acabou se aproximando da família a partir de um problema existente entre a vítima e a madrasta. Na ocasião, a escola chamou os pais para uma reunião, onde o professor estava presente.

Após isso, conta, o denunciado foi à residência da família e afirmou que havia sido designado pela escola para fazer um estudo sobre o problema da família e apresentar um relatório à instituição escolar. Em virtude disso, afirma, o denunciado passou a fazer visitas rotineiras à família e, inclusive, dava carona para os irmãos, que também frequentavam a casa dele. Acrescentou que o acusado deitava a vítima no colo e passava a mão nos cabelos dela, o que causou brigas na família, pois a madrasta dela não achava correto.

O pai da menor confirmou a história, informando que o professor alegou que deveria averiguar se a adolescente sofria maus tratos. Disse que também já presenciou o acusado colocando a filha no colo, porém não desconfiou de nada na ocasião. Relatou que a mãe da menina, em janeiro deste ano, entrou em contato com ele contando acerca da relação existente entre o acusado e a menor e que ambos mantinham relações sexuais.

Em relação a estas declarações, três colegas de trabalho dele prestaram depoimento informando que os professores são orientados a repassarem para a coordenação a existência de qualquer problema familiar envolvendo os alunos, para que sejam tomadas as providências pelos profissionais responsáveis, e que nunca um professor foi nomeado como mediador de conflito para ir até a casa de alunos.

Todos negaram terem conhecimento da relação até ocorrer a prisão dele e um acrescentou que os profissionais são orientados a não terem contato com alunos fora do colégio, principalmente com os do ensino fundamental.

Outra aluna diz ter sofrido assédio e que chegou a fazer denúncia
Uma das alunas ouvidas como informantes revelou ter sofrido assédio por parte do professor, tendo recebido uma mensagem na qual ele afirmava ter sonhado com ela, mas declarando não poder compartilhar o conteúdo do sonho porque se alguém visse a conversa entenderia de “forma errada”.

Em outra ocasião, acrescentou, ele falou que havia sonhado novamente com ela, mas desta vez afirmou que os dois mantinham relação sexual no sonho. Em uma terceira oportunidade, a aluna diz ter ouvido do professor que mais uma vez havia tido um sonho no qual dizia para outra estudante que ambos eram amantes.

Ela afirmou, inclusive, ter escrito uma carta relatando os atos à direção da escola e que ficou sabendo pelo coordenador do estabelecimento de ensino que este havia conversado com o acusado e dado uma segunda chance para ele.

Professor nega ter mantido relacionamento com aluna
Quando preso, Thiago Alfaia se recusou a prestar depoimento à Polícia Civil. Além disso, consta em processo, que na ocasião ele aproveitou um momento em que teve acesso ao próprio aparelho celular para resetar o telefone, a fim de destruir provas que seriam colhidas pela perícia técnica. Por esse motivo, acabou sendo denunciado e condenado também por fraude processual.

Já no interrogatório realizado durante a instrução processual, sustentou nunca ter mantido relações sexuais com a adolescente e afirmou que todos os demais depoimentos colhidos eram mentirosos. Declarou que houve um desentendimento entre a esposa e a vítima e, em retaliação a isso, a menina teria inventado a história.

Confirmou que havia envio de mensagens constantes entre ele e a aluna, mas justificou que fez isso porque a companheira estava afastada dele, o que deu margem para que o relacionamento com a adolescente se estreitasse. Disse que estava trabalhando na data em que a menor afirma ter mantido a primeira relação sexual com ele e observou ser inerente à profissão dele que alunos lhe confidenciem experiências.

Falou que atribui apelidos a todos os alunos e não apelidava a vítima especificamente de "Europa", chamando ela apenas uma vez dessa forma e acrescentando que explicou a relação, na mitologia, com Zeus, mas não declarou quem se intitulou de "Zeus". Negou, ainda, a acusação de assédio da outra aluna, negando ter tido sonho sexual com ela e negando que ela tenha reclamado dele à escola.

Afirmou que a esposa sabia a senha do seu celular e, após o afastamento dela, trocou a senha do aparelho e "abriu espaço" para a vítima, passando a conversar mais com ela, como se ambos fossem amigos. Em razão dessa relação de proximidade, relata ele, a vítima teria confessado que ficava com uma amiga. Por fim, confirmou ter dado um anel que comprou no Rio de Janeiro à adolescente, no aniversário desta.

Duas pessoas que se declaram amigas íntimas de Alfaia – e ouvidas na condição de informantes – declararam que frequentavam a casa dele e que chegaram a encontrar a vítima e o irmão dela no local, mas não notaram nada de diferente na relação entre os dois.

A esposa do réu, informou ter conhecido a menor em um projeto do qual ela, o marido e a vítima tinham participado. Relatou que, certa vez, a adolescente enviou uma mensagem para o professor informando problemas pessoais, que ela e o irmão frequentavam a casa do casal, assim como outros alunos. Disse que tinha livre acesso ao celular dele e nunca viu nada que a fizesse desconfiar de algum relacionamento do acusado com a vítima. Todavia, em janeiro deste ano viu uma conversa do réu com a adolescente, onde ela dizia: "E aí, gostou da foto? Tô gata?".

A informante relatou que se identificou e falou que era melhor a vítima parar de ficar enviando este tipo de mensagem para o marido dela e que se ela não parasse, iria contar o envolvimento dela com as amigas, tendo a ofendida respondido para ela "ver bem o que ela iria fazer". Disse que nunca interpretou as conversas como um envolvimento amoroso. Ao final, disse acreditar que a menor inventou os fatos porque ele ameaçou revelar o suposto envolvimento amoroso da vítima com uma amiga.

Vinte e quatro anos, quatro meses e quinze dias
A magistrada o condenou a pena privativa de liberdade na modalidade de reclusão em mais de 24 anos, quatro meses e 15 dias, decorrente da pena aplicada por estupro de vulnerável, que deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. Além disso, ele foi condenado a mais 11 meses e sete dias, na modalidade de detenção, por ter resetado o celular no momento da apreensão pela Polícia Civil. Esta pena deverá ser cumprida em regime aberto, após a execução da reclusão. Por fim, ainda terá que pagar 54 dias-multa, cada um fixado em um trigésimo do salário mínimo, cujo valor será apurado na fase de execução penal.

Logo após ser preso, Thiago Alfaia foi recolhido no Centro de Triagem Masculino de Marabá (CTMM), mas após algum tempo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe), por meio da direção da casa penal, requereu a transferência do preso para estabelecimentos prisional na Região Metropolitana de Belém, sob o argumento de que se trata de custodiado de alta periculosidade e que ele estaria incentivando a massa carcerária à indisciplina e desrespeito aos servidores do presídio, chegando a elaborar planos de rebelião.

Após a audiência de instrução e julgamento, a transferência foi determinada para que ele fosse colocado em cela especial, uma vez que possui ensino superior e consequente direito de responder ao crime separado dos demais internos. Ele deverá continuar, por enquanto, recolhido no local, uma vez que a magistrada ainda negou o benefício do apelo em liberdade ao réu, que segue recolhido em casa penal.

A Reportagem entrou em contato com o escritório de advocacia em que atua o advogado Eduardo Neves Lima Filho, responsável pela defesa do réu para saber recorrerá da pena, mas ele não foi encontrado e nem entrou em contato com a Redação, conforme sugerido pela repórter na tarde desta quinta-feira. As informações são de Luciana Marschall (Correio do Carajás).

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Polícia Civil do Maranhão define empresa que organizará novo concurso

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A expectativa é de que o concurso seja aberto após o concurso da PMMA. (Foto: Internet)
IMPERATRIZ - O Governo do Estado do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Gestão e Previdência do Estado do Maranhão (SEGEP), divulgou nesta semana o contrato com a empresa organizadora de concursos para prestação de serviços no concurso público da Polícia Civil do Maranhão (PCMA).

A responsabilidade será do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), antiga Cespe/UnB. Portanto, a mesma empresa que já está organizando o concurso da Polícia Militar do Maranhão (PMMA), cujas inscrições já estão abertas. A expectativa é de que o concurso da Polícia Civil seja aberto logo após a finalização do concurso da PMMA.

Além das vagas de Investigar e Delegado, o concurso da Polícia Civil deve oferecer oportunidades nos cargos de Escrivão, Perito Criminal, Médico Legista e Odontolegista, conforme descrito no contrato que foi divulgado. As remunerações iniciais para estes cargos variam de R$ 4.900,90 a R$ 16.00,64, dependendo do cargo escolhido.

Concurso anterior
O último certame foi realizado em 2012 e ofereceu 189 vagas, para os cargos de Delegado, Escrivão, Farmacêutico Legista, Investigador, Médico Legista, Odontologista e Perito Criminal. Os salários variavam de R$ 2.240 a R$ 12.029,87.

Este concurso foi organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A seleção foi composta por duas etapas, sendo a primeira constituída pelas provas objetiva, discursiva, prática e titular e, a segunda, pelos testes de aptidão física e psicotécnico, exames médico e odontológico e curso de formação.

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Revitalização da Praça da Bíblia valoriza o comércio de Imperatriz

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Revitalização da Praça da Bíblia valoriza o comércio local. (Foto: Jorge Ribeiro)
IMPERATRIZ - A Praça da Bíblia, um dos principais pontos de lazer na região do grande Bacuri, em Imperatriz, passa praticamente por uma reconstrução, que tem animado os comerciantes das proximidades. “Valoriza a cidade, o bairro e movimenta o comercio local”, avaliou o comerciante Raimundo Alves.

O investimento do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra), é de quase R$ 1,5 mi e vai garantir a revitalização de um espaço de mais de 6 mil m². Serão construídos cinco quiosques, praça de eventos, academia ao ar livre, parque infantil, palco coberto, estacionamento, um lago com cascata e área de vivência, além da reforma do ponto de táxi.

Para o titular da Sinfra, Clayton Noleto, estruturar espaços como este permite a integração social das pessoas. “O governador Flávio Dino dá mais um passo para estruturar os espaços públicos em Imperatriz para que a população possa se integrar e ter práticas de lazer e esportiva, além do estímulo à convivência”.

O recurso é resultado de uma emenda do deputado estadual Marco Aurélio, que além de destinar o investimento para a reforma, realizou uma votação popular nas redes sociais para a escolha do local que receberia a obra. Mais de 10 mil pessoas participaram e a Praça da Bíblia foi a favorita, com 36% dos votos.

“Um mandato popular com a parceria forte do governo Flávio Dino tem garantido investimentos importantes para a Região Tocantina demonstrando o respeito, a consideração e a valorização de um povo trabalhador que agora conta com obras em todos os setores como educação, segurança, saúde, esporte e lazer”, frisou o Deputado Estadual Marco Aurélio.

Outros espaços revitalizados
Além da Praça da Bíblia, o Governo do Maranhão está requalificando a Avenida Beira-Rio, um dos principais cartões postais da cidade. Com a obra, prevista para ser entregue em dezembro, a cidade terá uma das maiores esplanadas do estado, com uma área de 20 mil metros quadrados. O local terá suporte para quiosque padronizado, parque infantil, academia funcional ao ar livre e área de passeio.

Vale ressaltar que no ano passado foram requalificadas as Praças Jarbas Passarinho, no Santa Rita; João Castelo, na Cafeteira e São Miguel, no Parque Anhanguera.

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