Servidores e estudantes do IFMA criam aplicativo voltado à arborização urbana

19 de junho de 2015

/ Redação ImperNews
O programa recomenda que não se plantem quaisquer espécies em calçadas muito estreitas (abaixo de 1,5 metros) ou áreas com encanamento.

 19/06/2015 às 19h37 - Redação ImperaNews, com informações da assessoria
Por enquanto, o aplicativo pode ser baixado apenas para plataforma Android. (Foto: Reprodução/Internet)
AÇAILÂNDIA - Qual a árvore mais adequada para o plantio em determinadas áreas das cidades? Pensando nessa questão, um grupo de estudantes e servidores do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), campus Açailândia, desenvolveu o aplicativo “Arborizar”, cujo objetivo é transmitir de maneira interativa informações reunidas em um banco de dados, referentes a espécies arbóreas que possam ser melhor utilizadas na paisagem urbana.

“Na maioria dos municípios não se tem ouvido falar de um inventário sobre arborização, e as pessoas plantam as espécies de árvores que encontram, como jambeiro, mangueira, cajueiro”, disse Felipe Rizzo, professor do IFMA que idealizou e coordena o desenvolvimento do software.

Ele explicou que a principal motivação para a criação do “Arborizar” foi a busca de diversificação das espécies de árvores plantadas nas ruas de Açailândia. Com o coordenador, participam do projeto os servidores técnicos de laboratório Welington Galvão Rodrigues (Informática), envolvido com a programação do aplicativo, e Jalesmar Vieira do Prado (Solos), além de cinco estudantes do terceiro período do curso técnico de Florestas (Bianca Santos, Janayna Oliveira, João Lucas Reis, Milena Roseno e Suyane Farias).

Felipe Rizzo afirma que o plantio aleatório pode trazer diversos problemas se as árvores escolhidas não for em adequadas às condições do ambiente. Dessa forma, o “Arborizar” filtra espécies condizentes com as informações fornecidas pelo usuário, tais como a eventual existência de fiações elétricas e dimensões do terreno.

O programa recomenda que não se plantem quaisquer espécies em calçadas muito estreitas (abaixo de 1,5 metros) ou áreas com encanamento, em vista do impedimento à circulação de pedestres e do risco de dano causado pelo crescimento da raiz.

Inicialmente, foram cadastradas 92 espécies arbóreas, identificadas conforme as características (altura, porte da copa e da folhagem, espessura do tronco, crescimento da raiz, dentre outros). De acordo com Felipe Rizzo, o “Arborizar” foi desenvolvido há cerca de dois meses e lançado no dia 11 de junho, durante a V Semana de Meio Ambiente do Campus de Açailândia.

Sobre as perspectivas de utilização do “Arborizar”, Felipe Rizzo disse que existe a intenção de propor às prefeituras utilizar o aplicativo para melhorar o aspecto paisagístico e minimizar os problemas urbanos decorrentes do plantio inadequado de árvores. A equipe procura parcerias para desenvolver a ideia em negócio, além de vir desenvolvendo, com o apoio de turmas do curso de Automação, uma estufa que fornecerá mudas de diferentes espécies, para distribuição em feiras e outros eventos científicos em que ocorrer a divulgação do “Arborizar”.

“Em algum momento, o aplicativo também vai informar sobre as melhorias obtidas em se plantar árvores em um ambiente”, disse Felipe Rizzo, observando que a arborização deve satisfazer, além dos requisitos estéticos, também os ambientais, sociais e econômicos.

Ele disse que muitas pessoas tendem a se interessar mais pelo aspecto visual das espécies, perdendo a noção de microclima, que contribui com a qualidade de vida da sociedade. Segundo o professor, o próximo passo será oferecer opções de espécies de árvores existentes em distintas condições climáticas, em cada região brasileira, favorecendo ainda mais o uso do “Arborizar”.

Atualmente, a aplicabilidade não depende do uso da internet, o que possibilita ao usuário utilizar o “Arborizar” em diferentes regiões da cidade. No entanto, a proposta é disponibilizar o banco de dados na rede, de forma a facilitar futuras atualizações, sem que seja necessário carregar todas as informações no telefone celular, sobrecarregando o equipamento. Há também o plano de construir versões do programa adaptados a outras plataformas além do Android. Clique par baixar o aplicativo.
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