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Salas de aula nos blocos de madeira foram interditadas no ano passado. Estudantes estão assistindo aula numa escola cedida pelo Governo do Estado.

 05/04/2017 às 23h20 - Diego Sousa / ImperaNews
Salas de madeira foram construídas na década de 80 e estavam com estrutura comprometida. (Foto: Reprodução)
IMPERATRIZ - Estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) campus Centro, em Imperatriz, comemoram uma conquista para trará melhorias na infraestrutura do prédio da instituição e posterior retorno dos alunos às salas de aula interditadas em 2016. O Ministério da Educação (MEC) viabilizou, nesta quarta-feira (3), verba no valor de R$ 2.695.534,10 para reforma, consertos e reparos no campus, incluindo novas instalações elétricas, hidráulicas e pintura dos blocos.

Estudantes dos cursos de Direito, Ciências Contábeis e Pedagogia estão, desde o início do semestre, assistindo aulas na Escola Graça Aranha, cedida pelo Governo do Estado, pois a quantidade de salas existentes hoje no campus Centro da UFMA não é suficiente para atender os estudantes do período noturno.

No ano passado, pelo menos 14 salas de aula feitas de madeira foram interditadas pelo Corpo de Bombeiros. Esses blocos foram construídos na década de 80 e mesmo com parte da estrutura comprometida continuavam sendo utilizados pela instituição. Em meio à situação, a reitoria da universidade optou pela transferência de grande parte dos estudantes para o Campus Avançado do Bom Jesus, localizado numa região afastada do centro da cidade.

Sentindo-se prejudicados com a única alternativa apresentada pela reitoria, estudantes e professores iniciaram uma mobilização para impedir a transferência dos cursos. Eles alegaram que decisão pela mudança para o Bom Jesus se deu de forma arbitrária. Por outro lado, a direção da universidade se defendeu afirmando não ter verba para custear a reforma das salas de aula interditadas.

Uma comissão formada por representantes de alunos e professores foi criada para buscar apoios, tentando evitar a transferência dos cursos e angariar fundos para assumir a revitalização do prédio. Inicialmente, por meio do Governo do Estado, conseguiram, em caráter provisório, a escola mais próxima ao campus para acolher os alunos que ficaram sem salas de aula para estudar.

Em seguida, junto ao Ministério Público Federal (MPF), os estudantes conseguiram apoio para acompanhamento no processo de transferência, caso ocorresse. O objetivo do MPF era evitar que os alunos fossem prejudicados, tendo como consequência a maior evasão de estudantes nos cursos. E finalmente, a comissão conseguiu o apoio do senador Roberto Rocha (PSB), que prontamente atendeu à solicitação dos estudantes. Em audiência com o ministro da Educação, Mendonça Filho, o parlamentar facilitou a destinação do recurso para a reforma do campus.

O coordenador geral do Centro Acadêmico do Curso de Direito da UFMA, Antonio Jefferson Sobral, conta que, embora sem o apoio da direção do centro, os estudantes conseguiram dar continuidade às atividades em prol da reestruturação das salas. "Criamos um corpo estudantil, reunimos com algumas autoridades, até que reunimos com o senador e recebemos essa excelente notícia. Tudo isso só vem fortalecer a atuação da nossa organização estudantil em prol de melhorias ainda mais significativas", afirmou o estudante. Segundo ele, o movimento está empenhado na busca pela autonomia da UFMA de Imperatriz, que se dará com a criação de uma universidade federal para a região.

Outros repasses
Além do recurso destinado à UFMA de Imperatriz, o Ministério da Educação liberou mais de R$ 290 milhões em recursos financeiros às instituições federais. Os recursos serão aplicados na manutenção, custeio e pagamento de assistência estudantil, entre outros.

A maior parte dos valores, R$ 209,91 milhões, será repassada às universidades federais, incluindo repasses para hospitais universitários. Já a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica receberá R$ 82,43 milhões. O restante, R$ 2,96 milhões, foi repassado ao Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), ao Instituto Benjamin Constant (IBC) e à Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).

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Redação Imperanews

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